Por que o osso desaparece
O osso que sustenta os dentes depende do estímulo da mastigação para se manter. Quando um dente é perdido, aquela região deixa de ser estimulada e começa a reabsorver: perde altura e, principalmente, espessura.
Alguns fatores aceleram essa perda:
- muitos anos sem o dente
- uso prolongado de dentadura, que pressiona a gengiva e o osso
- doença na gengiva (periodontite) antes da perda do dente
- extrações traumáticas ou infecções
- na parte de trás da arcada superior, o crescimento do seio maxilar para dentro do espaço do osso
O que significa, de verdade, “não ter osso”
Quase sempre, a frase quer dizer que o osso disponível naquela região é mais baixo ou mais fino do que o necessário para o implante planejado. Isso depende da técnica, do tamanho do implante e da experiência de quem avalia.
A radiografia comum mostra só a altura do osso, em duas dimensões. A tomografia mostra também a espessura e a qualidade, e permite planejar o implante com precisão. Por isso, nenhuma decisão sobre “dá ou não dá” deveria ser tomada sem ela.
As soluções mais usadas
| Técnica | Para que serve | Observação |
|---|---|---|
| Enxerto ósseo | Reconstruir altura ou espessura do osso | Com osso do próprio paciente, biomateriais ou os dois combinados |
| Levantamento de seio maxilar | Criar altura de osso na região dos molares superiores | Pode ser feito antes ou junto com o implante |
| Preservação alveolar | Evitar a perda de osso logo após a extração | Feita no momento em que o dente é retirado |
| Implantes curtos ou inclinados | Aproveitar o osso que já existe, sem enxerto | Depende da região e da quantidade de osso |
| Implantes zigomáticos | Casos de maxila muito reabsorvida | Técnica específica, para situações selecionadas |
Quando há enxerto feito antes do implante, o osso precisa de alguns meses para amadurecer — normalmente entre quatro e nove. Em parte dos casos, enxerto e implante são feitos na mesma cirurgia.
Vale a pena buscar uma segunda opinião
Reconstrução óssea é uma área cirúrgica. Um cirurgião bucomaxilofacial com experiência em enxertos pode enxergar possibilidades que uma avaliação sem tomografia, ou sem essa formação, não considerou.
Leve para a consulta:
- a tomografia e os exames que você já fez, de preferência com o arquivo digital
- o relatório ou orçamento da avaliação anterior, se tiver
- a lista dos medicamentos que você usa — alguns remédios para osteoporose, por exemplo, mudam o planejamento
E pergunte: qual é a quantidade de osso que eu tenho? Que técnicas são possíveis no meu caso? Quanto tempo leva cada fase? Quais são os riscos e as alternativas?
